Comunidades tradicionais tecendo o desenvolvimento territorial : três experiências de interaçoes entre sociobiodiversidade, mercados, politicas publicas e açao coletiva - Sorbonne Université Access content directly
Journal Articles Geo UERJ Year : 2022

TRADITIONAL COMMUNITIES WEAVING TERRITORIAL DEVELOPMENT: THREE EXPERIENCES OF INTERACTIONS BETWEEN SOCIO-BIODIVERSITY, MARKETS, PUBLIC POLICIES AND COLLECTIVE ACTION

COMUNIDADES TRADICIONALES TEJIENDO DESARROLLO TERRITORIAL: TRES EXPERIENCIAS DE INTERACCIONES ENTRE SOCIOBIODIVERSIDAD, MERCADOS, POLÍTICAS PÚBLICAS Y ACCIÓN COLECTIVA

Comunidades tradicionais tecendo o desenvolvimento territorial : três experiências de interaçoes entre sociobiodiversidade, mercados, politicas publicas e açao coletiva

Abstract

Since the 1990s, the state of Amapá has invested in sustainable territorial development based on the economic valorisation of sociobiodiversity products, the recognition of the knowledge associated with these resources and held by traditional populations and communities (PCT). This model of endogenous development occurred in synergy with global dynamics in Brazilian federal policy, as well as in global markets. The article questions the role of several factors starting with the role of traditional populations in the success of the açaí market, which today is recognized as a catalyst for sustainable territorial development. Based on a reflexive analysis of three experiences in different parts of the state (Mazagão, Bailique, Oiapoque), the authors show different strategies relating traditional populations to the market according to their proximity (geographical and social) and degree of collective organization. Strategies in which public or private funding instruments are needed and mobilised in different ways (PGPM-Bio in riverside communities near the capital, PNGATI in indigenous lands, private funds in riverside communities in Bailique), in order to reinforce internal social dynamics. The informality still strongly weakens the position of the traditional populations and communities in all links of the chain, but opens spaces for consolidation of local markets, and thus food sovereignty.
Desde la década de 1990, el estado de Amapá ha invertido en el desarrollo territorial sostenible basado en la valorización económica de los productos de la sociobiodiversidad y el reconocimiento de los conocimientos asociados a estos recursos, mantenidos por los pueblos y comunidades tradicionales (PCT). Este modelo de desarrollo endógeno se produjo en sinergia con la dinámica global de la política federal brasileña, así como de los mercados mundiales. El artículo cuestiona el papel de varios factores, empezando por el papel de las poblaciones tradicionales en el éxito del mercado del açaí, que hoy se reconoce como catalizador del desarrollo territorial sostenible. A partir de un análisis reflexivo de tres experiencias en diferentes partes del estado (Mazagão, Bailique, Oiapoque), los autores muestran diferentes estrategias que relacionan a los pueblos tradicionales con el mercado según su proximidad (geográfica y social) y grado de organización colectiva. Estrategias en las que se necesitan instrumentos de financiación públicos o privados e que se movilizan de diferentes maneras (PGPM-Bio en las comunidades ribereñas cercanas a la capital, PNGATI en las tierras indígenas, fondos privados en las comunidades ribereñas de Bailique), con el fin de reforzar las dinámicas sociales internas. La informalidad sigue debilitando fuertemente la posición de los pueblos y comunidades tradicionales en todos los segmentos de la cadena, pero abre espacios para la consolidación de los mercados locales y, por tanto, de la soberanía alimentaria.
Desde os anos 1990 o estado do Amapá apostou num desenvolvimento territorial sustentável a partir da valorização econômica dos produtos da sociobiodiversidade e do reconhecimento dos saberes associados a estes recursos e detidos pelos povos e comunidades tradicionais (PCT). Este modelo de desenvolvimento endógeno se deu em sinergia com as dinâmicas globais na política federal brasileira, assim como dos mercados globais. O artigo questiona o papel de diversos fatores, a começar pelo papel das populações tradicionais, no sucesso do mercado do açaí, que hoje é reconhecido como um catalisador de desenvolvimento territorial sustentável. A partir de uma análise reflexiva de três experiências em diferentes localidades do Estado (Mazagão, Bailique, Oiapoque), as autoras mostram distintas estratégias relacionando populações tradicionais com o mercado, em função de proximidades (geográficas e sociais) e grau de organização coletiva. Estratégias nas quais os instrumentos de fomento públicos ou privados são necessários e mobilizados de forma diferenciada (PGPM-Bio nas comunidades ribeirinhas na proximidade da Capital, PNGATI nas Terras Indígenas, Fundos privados nas comunidades ribeirinhas do Bailique), apenas para reforçar dinâmicas sociais internas. A informalidade fragiliza ainda fortemente a posição dos povos e comunidades tradicionais em todos os elos da cadeia, porém, abre espaços para consolidação dos mercados locais e (assim) para a soberania alimentar.
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N. Cialdella, A.M. Castro Euler, E. Superti, Rosélis Remor De Souza Mazurek, Catherine Aubertin. Comunidades tradicionais tecendo o desenvolvimento territorial : três experiências de interaçoes entre sociobiodiversidade, mercados, politicas publicas e açao coletiva. Geo UERJ, 2022, 40, e64997 [24 p.]. ⟨10.12957/geouerj.2022.64997⟩. ⟨hal-03887756⟩
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